Bater na trave faz parte

A semana que passou foi agitada com a divulgação do resultado do concurso do INSS. De um lado, vários alunos felizes com a classificação, e não era para menos, com mais de um milhão de inscritos, conseguir ficar no cadastro de reserva desse concurso se tornou um verdadeiro desafio de superação.

Por outro lado, a maioria dos candidatos estavam tristes porque não conseguiram sequer figurar no cadastro de reserva para futuras nomeações. Enquanto os aprovados dentro das vagas possuem direito subjetivo a nomeação, os classificados no cadastro de reserva possuem a expectativa de direito e os que ficaram fora dos limites estabelecidos no edital nem expectativa possuem.

O interessante nesse concurso é que a nota de corte foi muito alta devido a diversos fatores como a quantidade de inscritos, quantidade de vagas, os cinco meses entre o edital e a prova e o próprio nível da prova.

Em Cascavel-PR, por exemplo, de 120 questões, a nota de corte para classificar o candidato no cadastro de reserva foi 94, ou seja, o nível dos aprovados foi excepcional. Por esta razão, tivemos uma legião de candidatos que foram muito bem na prova, mas que acabaram batendo na trave.

Quando dizemos que alguém bateu na trave significa que quase chegou lá. Faltou muito pouco para marcar o ponto. Imagine um candidato que tenha feito 93 pontos na regional de Cascavel. Não tem como negar que o desempenho dele tenha sido excelente contudo insuficiente para a aprovação. Ficar fora por um ponto é o que considero bater na trave e nem sempre isso é ruim.

É preciso um novo olhar para o “bater na trave”. Quando você faz uma pontuação alta mas não consegue a aprovação, existe uma informação estratégica que está sendo veiculada através daquela prova: você está no caminho certo.

É isso que significa bater na trave. É um sinal de que falta pouco para você chegar, que se estudar mais um tantinho você passará.

Nessa semana enquanto conversava com os alunos sobre o resultado do INSS um deles que havia chegado perto da classificação me disse que não aguentava mais bater na trave. Eu olhei para ele e repeti que bater na trave não era tão ruim assim. Era um sinal de que ele estava quase lá, de que se fizesse alguns ajustes na forma de estudar ele aumentaria o resultado e seria aprovado. Disse que a partir daquele momento a aprovação dele só dependia de três fatores: ajustes, paciência e perseverança.

Os ajustes servem para corrigir pequenos detalhes que o tem impedido de fazer a pontuação necessária para aprovação. Na maioria das vezes quando converso com alunos que possuem esse perfil, pequenas correções na forma de resolver as questões, ou mesmo de ler o material, já resolvem o problema. Mas uma coisa é fato, se você bateu na trave, alguma coisa está faltando para chegar lá.

A paciência é uma das virtudes mais importantes dos concurseiros. Ter paciência é saber esperar o encontro com a prova que mudará sua vida. Ter paciência é ser capaz de ir aprendendo paulatinamente sem desespero. É ser capaz de esperar o conhecimento se consolidar através do tempo. Isso é fundamental para a preparação.

E fechando esse tripé, a perseverança. Ela é quem será responsável pela sua capacidade de insistir até conseguir. A perseverança está atrelada a sua determinação incansável para levantar todas as vezes que cair. Esse é um valor fundamental na vida  do concurseiro porque ele acaba sendo o grande divisor de águas entre quem consegue e quem morre na praia.

Certa vez eu conheci um jovem que havia prestado o concurso da polícia federal por 6 vezes consecutivas e em todas as vezes ele havia reprovado. Ao longo de vários anos ele estudava e prestava a prova sem obter sucesso. No dia em que eu o conheci ele já estava na fase do psicotécnico e pela primeira vez ele havia chegado até lá. Hoje, depois de incansáveis batidas na trave ele conseguiu. É um policial federal e está super realizado por ter chegado ali.

A mesma coisa acontecerá com você! Enquanto não desistir desse sonho, ele será possível. Enquanto lutar pelo que deseja, você terá em suas mãos a chance de vencer. Então simplesmente insista. Insista até conseguir! E quando bater na trave, entenda que isso não é ruim, apenas é um sinal de que você está no caminho certo, de que está quase lá. Porque bater na trave faz parte. Faz parte da vida de todos que um dia sonharam e chegaram!

artigo casa do concurseiro

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