#CasaTribunais: tudo sobre a carreira de tribunais

O professor Rafael Ravazolo explica tudo o que você precisa saber sobre os concursos públicos da área de Tribunais.

 

No artigo de hoje, o professor e coordenador da carreira de Tribunais aqui da Casa Rafael Ravazolo separou muito conteúdo bacana para você que pensa em estudar para concursos públicos dessa área.

Se você tem dúvidas como “qual é o salário?”, “onde trabalhar?”, “precisa ser formado ou posso entrar só com ensino médio?”, “será que eu consigo?”, então você veio ao lugar certo.

Vamos lá!

Como se preparar para os concursos de Tribunais?
Se ligue nas dicas que o prof. Ravazolo separou para você direcionar os seus estudos para construir uma carreira em um Tribunal:

Onde trabalhar?
O Poder Judiciário é composto pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por mais de 90 tribunais:

  • Supremo Tribunal Federal (STF)
  • Superior Tribunal de Justiça (STJ)
  • Tribunal Superior do Trabalho (TST)
  • Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
  • Superior Tribunal Militar (STM)
  • 5 Tribunais Regionais Federais (TRF)
  • 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRT)
  • 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TRE)
  • 3 Tribunais Militares
  • 27 Tribunais Estaduais (Tribunais de Justiça – TJ)

Os Tribunais Superiores têm sede em Brasília, enquanto os demais estão espalhados pelos Estados. Em cada Estado, costumam existir diversas varas ou cartórios distribuídos pela capital e pelas cidades do interior. Por exemplo: o TJ-SP está presente em 319 cidades daquele Estado; o TRE-RS, em 142 municípios gaúchos; e o TRT-6 tem varas trabalhistas em 29 cidades pernambucanas.

Mar, serra, cidade, campo, tem de tudo. Isso é muito bom para concurseiros que querem passar e ficar perto de casa (e também para aqueles que querem ir para bem longe kkk).

Conheça as vagas oferecidas pelos Tribunais
Nos concursos da área, normalmente há cargos para níveis médio e superior. Além dos concorridos cargos de juízes (exclusivos para bacharéis em Direito), os principais cargos são:

Nível Médio:

  • Técnico Judiciário – Área Administrativa: basta ter Ensino Médio.
  • Técnico Judiciário – Apoio Especializado: para quem fez Ensino Médio Técnico, como Eletrônica, Contabilidade, etc.

Nível Superior:

  • Analista Judiciário – Área Judiciária: exclusivo para bacharéis em Direito.
  • Analista Judiciário – Área Administrativa: qualquer graduação.
  • Analista Judiciário – Apoio Especializado: formações específicas, como Medicina, Psicologia, Engenharia, Análise de Sistemas, etc.

Existem alguns Tribunais que ofertam cargos com nomes diferentes do padrão Analista/Técnico, mas a lógica é a mesma.

Dica: se você tem Ensino Superior completo, analise os editais e reflita se vale a pena se dedicar inicialmente para uma carreira de nível superior, ou se, talvez, valha a pena iniciar estudando para os cargos de nível médio.

Qual é a remuneração?
Os Tribunais de Justiça, por serem estaduais, costumam pagar um pouco menos que os demais (que são da União), mas, em geral, Tribunal paga bem!

Os tribunais federais, eleitorais, do trabalho e militares têm o mesmo plano de carreira: a remuneração vai aumentando ano a ano, ao longo de 13 anos. Para subir, basta ser aprovado nas avaliações anuais. Os Técnicos começam ganhando R$ 7.591,37 e, ao fim da carreira, receberão R$ 11.398,39. Enquanto isso, os Analistas iniciam em R$ 12.455,30 e terminam em R$ 18.701,32.

Além do salário, há vale-refeição de, aproximadamente, R$900,00; adicionais de qualificação – um extra mensal para quem tem graduação (5%), especialização (7,5%), mestrado (10%) ou doutorado (12,5%); e FCs e CJs – são as funções de chefia e assessoramento. Por exemplo, uma FC-1 (a mais básica) dá R$ 1.019,17 a mais por mês, uma FC-6 dá R$ 3.072,36 e um CJ-1 representa um extra mensal de R$ 5.990,88.

Será que eu consigo passar?
Sim! São concursos como outros quaisquer. Tanto meus colegas do TRE-RS quanto meus ex-alunos que foram aprovados em Tribunais de todo o país vêm dos mais diversos lugares, classes sociais, cursos de graduação, etc.

E o que eles têm em comum? A dedicação necessária para passar.

É preciso fazer uma base forte das matérias que mais caem (como Português, Direito Constitucional e Direito Administrativo), resolver muitas questões e manter-se firme e constante nos estudos.

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Prepare-se para os concursos de Tribunais com a Casa do Concurseiro

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