E agora!? Como estudar atualidades para concursos?

O conteúdo de Atualidades para concurso se difere muito das demais matérias tradicionais e corriqueiras. A primeira impressão é de que não há um programa de prova tão bem definido, o que dá a muitos candidatos a sensação de que qualquer coisa pode aparecer na prova. Depois, com um conteúdo tão amplo, naturalmente surge a pergunta: E agora!? Como estudar atualidades para concursos?

A primeira compreensão que se deve ter é de que nem tudo cai numa prova de Atualidades. Comumente, as provas de atualidades têm certa recorrência de tratar dos principais temas nacionais e internacionais em debate, ou seja, dos temas mais relevantes para o debate público, ocupando importante espaço midiático. Dessa forma, fofocas, vida de personalidades e curiosidades têm pouco valor de prova.

Costumeiramente, afirmo que até existe uma recorrência de conteúdos em prova, pois a prova de Atualidades também não é um quiz (ou não deveria ser) das últimas notícias e não leva você ao prêmio do milhão (nem a rodar a roda…). Assim, com alguma segurança, pode-se afirmar que certos conteúdos são frequentes em provas e isso não desabona em nada seu valor como Atualidades. Afinal, as atualidades não são apenas as últimas notícias, mas, principalmente, os seus porquês, os seus desdobramentos e os seus desencadeamentos. A última notícia não vale de nada sem uma compreensão profunda de onde ela se insere como valor histórico, político e sociológico.

O novo problema que se abre diz respeito às fontes, e daí a questão se torna mais complexa e requer um grande cuidado. As fontes são apenas a matéria-prima para a interpretação e a compreensão da realidade, e não a realidade em si. Portanto, não se deve tomar a fonte como conteúdo acabado, como é uma legislação, um cálculo, ou uma apostila de Português. Deve-se atentar para o fato de que a fonte tem seu crivo ideológico, interpretativo, buscando imprimir uma visão, uma imagem da realidade, o que pode atrapalhar ao chocar e/ou consolidar suas interpretações pessoais com o possível conteúdo de prova.

Claro que não existe fonte isenta, nem prova isenta como decorrência, mas as provas normalmente apostam em assertivas consolidadas na realidade e não em debates de fundo opinativo e/ou político-ideológico, independentemente de cargo ou órgão ao qual se presta o concurso. Qual a melhor fonte? Sempre respondo que é aquela a que você tem fácil acesso. Entretanto, cabe uma advertência ao uso das redes sociais e da internet, pois é sempre necessário contrapor uma fonte a outras fontes para verificar a veracidade do conteúdo, além de ver outras perspectivas sobre o mesmo tema.

Assim, o estudo de Atualidades deve diferir-se do de outros conteúdos, já que sua natureza é diferenciada. Use outra estratégia, pois não cabe decoreba, “musiquinhas”, colecionar notícias, estudar de véspera, ou qualquer outro estratagema. Para um bom desempenho em uma boa prova de Atualidades, será necessário conhecimento, e isso se adquire somente com leitura, instrumentos teóricos adequados, orientação e foco.

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