Os meus traumas matemáticos

Na minha vida de estudante, também tive meus traumas matemáticos. Apesar da minha precoce afinidade com a disciplina, em alguns assuntos específicos tive sérios problemas no segundo grau.

Quando me tornei professor, tive que os superar e, mais, aprender a gostar deles para poder ensinar com amor e maestria.
É impossível ensinar algo que não se sabe ou não se ama.
Curioso é que assuntos como probabilidade, análise combinatória e progressões, que sempre me tomavam pontos das provas, tornaram-se as matérias mais adoradas por mim na minha vida de docente.

E onde está a coerência nisso tudo? 
Tive que me permitir gostar desses assuntos tão traumáticos e dolorosos e me recolocar no papel de aluno para poder reforçar suas teorias e facilitar o entendimento.
Muitas vezes, me baseei nas dúvidas que eu mesmo possuía quando aluno para poder ir direto na fonte do “problema”.

É como se eu, no papel de médico, testasse em mim uma vacina para uma doença que eu havia contraído quando paciente.
E assim me curei e tento curar tantos alunos que passam pelo mesmo problema.

artigo casa do concurseiro

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