Revisar é preciso, viver não é preciso

É aula, é vídeo, é o fim do caminho todos os dias na vida de um concurseiro! As centenas de informações por que os alunos passam no decorrer de uma semana não podem caber em uma cachola com apenas uma explicação isenta daquela retomada mágica que gera o famoso “ahhhhhh, entendi!”.

Lembro-me de um aluno chamado Gustavo. Olhos atentos, ouvidos focados, e todas as frases da aula eram transformadas, em voz passiva, em tom de pergunta!

Eu dizia: “Eu quero achar o sujeito!”

Ele perguntava, dois minutos depois: “O sujeito deve ser achado por mim, né, Zambeli?

Gustavo revisava a matéria em voz alta durante a própria aula, para alegria de seus colegas que não suportavam mais tantas confirmações a cada momento de uma explicação.

Todo aluno precisa de um tempo para retomar o conteúdo. Isso parece óbvio. Mas não é.

O imediatismo da vida acelerada, ligada em 220 w, captada por qualquer radar de alta velocidade, não permite o velho ditado “um passo para trás para andar dois para frente”.

Esquecemos facilmente que “a pressa é inimiga da perfeição” e cobramos resultados imediatos nos concursos, aprendizados instantâneos nas aulas, milagres de professores humanos ainda!

O estudo é artesanato feito pelo detalhe do artesão; não é industrializado, produzido pelas máquinas frias que executam e enlatam rapidamente informações precisas.

Respire, respeite o ritmo e, se for necessário voltar duas casas para compreender e amadurecer certos assuntos, aceite, que dói menos. Vai ser tranquilo, vai ser favorável.

Estudo e imediatismo não são tão amigos assim. Vai por mim!

E, antes que eu não cite uma música legal, deixo Arnaldo Antunes, cuja frase pode ser um grande aprendizado sobre isso: “não sei porque essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr”.

Então, o tempo está passando! Senta lá, Cláudia! Estuda muito! E revisa!

artigo casa do concurseiro

Este artigo foi escrito pelo nosso super professor de Português, Carlos Zambeli, e publicado originalmente no site Concurso Público em janeiro de 2016. Confira outros artigos do Zamba!

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