Um amor de estrangeirismo!

Ela estudava por um tablet, enquanto ele não sabia nem a senha do wi-fi no seu notebook.

Ela pensou em fazer coaching para dar um up nos estudos; ele andava meio down para resolver questões.

Ela desistira da carreira de designer para tentar concurso para área fiscal; ele havia trabalhado muito tempo desenvolvendosoftwares, mas gostava da vida light! Comia pizza com os brothers nos happy hours de sexta-feira.

A vida tem essas esquisitices. Um dia ela sorriu para ele. Ele se encorajou e convidou para um hambúrguer ou milk-shake. Ela negou o convite por não achar nada diet, mas sugeriu croissant integral de uma loja no shopping.

Foram ao passeio soft, conheceram-se sem stress e o affair nasceu – tipo download de 4g, quando o chip funciona, claro!

Como o amor muda a gente, né?

Ela começou a curtir músicas do Spotify; ele, os filmes do Netflix. Viraram noites em um verdadeiro dossiê da paixão. Não reclamavam, no dia seguinte, de parecerem uns zumbis. Afinal, o amor é um case-study sobre a motivação nas pessoas. No start, todos são gentlemans, boys-magia, né, gurias?

Ele começou a achar, com o passar do tempo, que ela se comunicava com outro rapaz  por e-mailWhatsApp ou algumas mensagens in box no Facebook! Percebeu que ela escondia o smartphone na presença dele! Pensou: “bullying ou traição?” Traição! Traição! Tinha certeza! É igual a um consórcio: um dia todos serão contemplados.

Chamou a moça. Tirou o Ray Ban. E declarou:

“Você é linda, inteligente, sexy, mas não presta! Não presta!”

“Como assim? Esse link não tem cabimento! Sai para lá, seu playboy mimadinho!”

Às vezes, a vida nos dá um black out. A felicidade não tem delivery. Não tem receita certa.  Melhor apertar o stop e recomeçar.

Finish love ou the end.

artigo casa do concurseiro

0 Comentários
Comentários em linha
Ver todos os comentários